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Dicas para uma boa saúde bucal

1. A IMPORTÂNCIA DE DENTES BONS: SAÚDE
2. PREVENÇÃO: MAIS FÁCIL, MAIS EFICAZ, MAIS ECONÔMICO
3. CONHECENDO SUA BOCA E SEUS DENTES
4. HIGIENIZAÇÃO BUCAL / CUIDADOS BUCAIS
5. CUIDADOS COM A DIETA (ALIMENTAÇÃO)
6. FLÚOR
7. VISITAS REGULARES AO DENTISTA
8. PROTETOR BUCA
9. SAÚDE BUCAL NA 3ª IDADE
10. MEDICAMENTOS X SAÚDE BUCAL
11. CÂNCER BUCAL
12. HIV / AIDS E A BOCA
13. ANOREXIA E BULIMIA
14. FISSURA LABIAL / PALATINA
15. PROBLEMAS CARDÍACOS E GENGIVITE
16. DIABETE E SAÚDE BUCAL
17. CÁRIE
18. PLACA BACTERIANA
19. TÁRTARO / CÁLCULO DENTAL
20. DOENÇAS GENGIVAIS (GENGIVITE / PERIODONTITE)
21. MAU HÁLITO (HALITOSE)
22. BOCA SECA (XEROSTOMIA)
23. AFTAS
24. HERPES BUCAL
25. CANDIDÍASE
26. SENSIBILIDADE DENTÁRIA
27. BRUXISMO
28. DENTES DO SISO (3os MOLARES)


1. A IMPORTÂNCIA DE DENTES BONS: SAÚDE

Dentes e gengivas saudáveis trazem muitos benefícios.
Veja alguns bons motivos:

- Saúde:
Cuidando de seus dentes e gengivas você estará conservando sua saúde e bem estar. Afinal, a boca não está separada do restante do corpo, Assim, boca saudável faz parte sim de uma boa saúde geral do organismo.

- Boa Aparência:
Você já notou como falta de dentes, dentes escurecidos e manchados, desalinhados dão um aspecto de velhice precoce? Ou até mesmo sugerem falta de saúde?

Dentes saudáveis, bonitos e gengivas sadias são agradáveis aos olhos. Pois além de transmitirem saúde, fazem parte da forma e expressão do rosto.

- Boa Pronúncia:
Os dentes são indispensáveis para uma boa fala (dicção).

- Mau Hálito (halitose):
A falta ou inadequada higienização e cuidados com a boca, provoca acúmulo de bactérias nos dentes, gengivas, língua, céu da boca (palato), bochechas; o que gera invariavelmente o mau hálito (halitose).

Uma situação muito desagradável para o relacionamento pessoal e profissional.

- Boa Digestão:
A digestão começa na boca. Se houver a falta de algum(s) dente(s), ou se estiver (em) cariado(s) ou mole(s); a digestão se tornará mais difícil e prejudicada, afetando assim todo o restante do organismo, como: estômago, intestinos e assimilação dos alimentos.

- Relacionamento Social:
Boca saudável e bom hálito facilitam a relação com amigos, namorada, esposa,... significam “um algo a mais”, pois transmitem saúde, além da importância estética na composição facial.

- Vida Profissional:
No atual mercado de trabalho, com grandes concorrências, entre candidatos com as mesmas qualificações, aquele que possui “boa aparência” tem preferência. Ou até mesmo em cargos aonde é necessário o contato direto com o cliente, essa “boa aparência” torna-se fundamental e imprescindível.

- Economia:
Além de todas as vantagens e benefícios acima descritos, a manutenção da saúde bucal proporciona muita economia de tempo e dinheiro.

Pois uma correta higienização bucal e manutenção periódica, com visitas regulares ao dentista, raramente serão necessários grandes tratamentos odontológicos.

Atente-se! Bons dentes e gengivas saudáveis valem dinheiro!


2. PREVENÇÃO: MAIS FÁCIL, MAIS EFICAZ, MAIS ECONÔMICO

Prevenção é o caminho mais simples, eficaz e econômico para a Saúde Bucal!

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A experiência demonstrou, durante muitos anos, que a odontologia curativa (restaurações, extrações, tratamentos de canal, etc.) não obteve sucesso no controle das doenças bucais.

A lógica é simples: Mais vale tratar da CAUSA do que tratar do EFEITO. Ou seja, evitar que o problema aconteça é mais fácil e eficaz, além de econômico.

Tratando-se das doenças bucais mais comuns (Cárie e Doença Periodontal - gengivas) a prevenção baseia-se nos seguintes procedimentos:
- Correta higienização (fio dental mais escovação);
- Consumo inteligente do açúcar;
- Uso coreto do flúor;
- Acompanhamento profissional periódico (vistas regulares ao dentista).

Você Sabia?

· Que cerca de 95% dos brasileiros sofrem de cárie ou doenças das gengivas;
·  Que a grande maioria dos problemas relacionados aos dentes e gengivas podem ser facilmente evitados com a correta higienização bucal;
·  Que um dos períodos mais importantes para se prevenir as cáries é durante a erupção “nascimento” dos dentes, sejam eles “de leite” ou permanentes;
·  Que grande parte dos problemas dentários dos adultos (inclusive a necessidade de uso de aparelhos) são causados pela perda prematura dos “dentes de leite” ainda quando criança.

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3. Conhecendo sua Boca e seus Dentes

Para preservá-los é preciso conhecê-los melhor!
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CRIANÇAS com a dentição “de leite” completa possuem 20 dentes, sendo 10 em cada arcada (superior e inferior), divididos em: 02 incisivos centrais, 02 incisivos laterais, 02 caninos e 04 molares.

DENTES PERMANENTES: Os adultos possuem 32 dentes, sendo 16 em cada arcada (superior e inferior) assim divididos: 02 incisivos centrais, 02 incisivos laterais, 02 caninos, 04 pré-molares e 06 molares (incluindo os dentes “do siso”).

> ATENÇÃO: Os primeiros dentes permanentes a aparecerem são os “primeiros molares”, aos 06 anos de idade. Estes dentes são, provavelmente, os mais importantes da mastigação e seu surgimento deve ser acompanhado com atenção. Os primeiros molares são os dentes mais atingidos por cárie e/ou extraídos por falta de cuidados, já que a criança nesta idade ainda não consegue cuidar de seus dentes sozinha. Os primeiros molares permanentes nascem atrás dos dentes de leite da criança (numa posição mais posterior), portanto nenhum dente de leite “cai” antes o seu nascimento.

Os dentes permanentes que aparecem a seguir, até os 12 anos de idade, substituem os “dentes de leite”. Os primeiros molares (06 a 07 anos) são seguidos por: incisivos centrais (06 a 08 anos), incisivos laterais (07 a 09 anos), caninos e pré-molares (09 a 12 anos), segundos molares (11 a 13 anos) e terceiros molares “dentes do siso” (18 a 21 anos).

Assim como os primeiros molares, os segundos e terceiros molares não substituem “dentes de leite”, pois “nascem” atrás dos mesmos, numa posição mais posterior.

Os dentes por dentro:

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4. Higienização Bucal / Cuidados Bucais

Escovar os dentes é coisa séria! Logo, para que a mesma seja eficaz, deve ser feita em um local bem iluminado e na frente de um espelho, pelo menos no período de aprendizagem.

Sair “andando pela casa” enquanto escova os dentes pode prejudicar a eficácia da técnica. Não que seja proibido, mas só tome essa atitude quando realmente tiver certeza de que sua escovação está sendo eficaz (a pessoa mais indicada para avaliar sua escovação é o dentista, através de “revelação de placa bacteriana” após a escovação).

A ESCOVA (características) :

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- cabeça pequena (tamanho 30 ou 35 – para alcançar adequadamente os dentes do fundo); - cerdas macias e arredondadas (para não ferir as gengivas); - superfície da parte ativa (das cerdas) plana; - cabo com secção circular (cabo arredondado);

- troque sua escova a cada três meses aproximadamente (quando as cerdas começam a amassar / empenar – por menos que seja – a escova deve ser trocada), pois a partir daí a escova já não possui tanta eficiência na remoção de placa bacteriana.

O CREME DENTAL (pasta de dente):

O 1º requisito que um creme dental deve preencher é possuir FLÚOR na sua composição, portanto, salvo indicação do dentista, JAMAIS comprar uma pasta SEM FLÚOR! Tenha preferência pelos cremes dentais que possuem menos pedra-pomes na sua composição (peça orientação ao seu dentista). Utilize uma quantidade pequena de pasta (tamanho de uma ervilha). Encher a escova com pasta está errado! (Esqueça de todos os comerciais de creme dental que você já viu na TV!).

> IMPORTANTE: NÃO engula a pasta de dente durante ou após a escovação. O flúor pode ser tóxico se ingerido em grandes quantidades!


HORÁRIOS PARA ESCOVAÇÃO:

Escove os dentes ao acordar, isto é um hábito bastante saudável, pois ajuda você a enfrentar o dia com mais disposição e um hálito melhor pela manhã. Além disso, procure escovar os dentes sempre após as principais refeições do dia. A escovação mais importante, e que deve ter a maior atenção e dedicação é a que fazemos à noite (antes de dormir), pois durante a noite o acúmulo de placa bacteriana é maior devido à redução da quantidade de saliva (que “limpa” a placa) disponível na boca. Antes de ir ao dentista, também é muito importante que você escove bem os dentes, para que o profissional possa avaliar corretamente sua higienização!

DURAÇÃO:

Durante o aprendizado da técnica correta você pode levar até 10 minutos para a completa higienização, tempo que diminui bastante depois do “condicionamento” durando de 3 a 5 minutos. O tempo não é o mais importante! O que mais importa é a eficiência da higienização!


TÉCNICA DE ESCOVAÇÃO (adultos):

Os dentes possuem 3 lados (faces) a serem escovados:
1. lado de fora (voltada para os lábios e bochechas)
2. lado de dentro (voltado para a língua e para o céu da boca)
3. lado de cima – mesa (nos dentes de trás – face na qual trituramos os alimentos)

O importante é você ter uma SEQÜÊNCIA de escovação, para que nenhum desses lados de todos os dentes seja esquecido!

Nossa sugestão é:
- começar pelos dentes de cima, pelo lado de fora, do lado esquerdo e vir escovando até o lado direito;
- depois voltar para o lado esquerdo, só que agora pelo lado de dentro e vir escovando até o lado direito;
- e na seqüência, voltar para o lado esquerdo, na face em que mordemos os alimentos (mesa) e vir novamente escovando até o lado direito;
- após o término da escovação na arcada superior, repetir o mesmo processo da esquerda para a direita, na arcada inferior;
- terminou a escovação do dente de baixo?
Acabou?
- não, não, ainda devemos escovar a língua (parte de cima) varrendo com a escova repedidas vezes

> IMPORTANTE: se você tiver ânsia ao escovar a língua, não desista, hoje existem dispositivos chamados “raspadores de língua” que são eficientes, baratos e não provocam ânsia (informe-se com o dentista)

COMO (entenda os movimentos):




- Pelos lados de fora e de dentro o posicionamento da escova em relação aos dentes é de 45º (graus) mirando na região entre os dentes e a gengiva.
- Nesta posição, segurando a escova com a ponta dos dedos (sem fazer força!) realizar 5 a 10 movimentos vibratórios (“vai-e-vem”) num grupo de até 02 dentes.


- Nas faces em que trituramos os alimentos (mesa) também fazer movimentos de “vai-e-vem”, esfregando a superfície dental de frente para trás.



- Não se esqueça de escovar atrás dos últimos dentes e a parte de cima (dorso) da língua!

LEMBRE-SE DE QUE NÃO É PRECISO FORÇA PARA ESCOVAR OS DENTES!!!

FIO DENTAL:




Para a limpeza das regiões entre os dentes (onde a escova não consegue remover os resíduos alimentares e a placa bacteriana) deve ser utilizado o fio dental.

Quando?
Você deve utilizar o fio dental pelo menos 01 vez ao dia (preferencialmente antes da última escovação do dia – antes de dormir). As pessoas que apresentam tendência ao acúmulo de alimentos entre os dentes, o fio dental pode ser utilizado antes das escovações que são realizadas após as refeições.

Técnica:

Corte de 30 a 40 cm de fio dental e enrole no dedo médio da mão direita (se for canhoto faça com a mão esquerda) e utilize os dedos indicadores e polegares como guias e posicione o fio dental entre os dentes. COM CUIDADO para não machucar a gengiva, o fio deve penetrar no espaço entre o dente e a gengiva (sulco gengival).





Entre 02 dentes passa-se o fio dental sempre 02 vezes. Primeiro limpando o dente de um lado e depois limpando o outro dente do outro lado.

Veja as fotos abaixo:




Abraça-se os dentes com o fio e com movimentos leves de “vai-e-vem” da gengiva para a ponta do dente, como se estivesse raspando a superfície. A seguir desenrole do dedo um novo pedaço (que esteja limpo) e limpe o dente vizinho, repetindo esta operação entre todos os dentes.

> IMPORTANTE: Não se esqueça que os dentes de trás (do fundo da boca) pela maior dificuldade de higienização, são os mais atacados pela cárie e doenças de gengiva, portanto merecem um cuidado especial!

Acessórios para a utilização do fio dental:

São os “Passa-fio”, que podem ser muito úteis, ou até mesmo indispensáveis, em alguns casos. Basicamente existem 02 tipos de “passa-fio”:

- que auxiliam no acesso às regiões difíceis (dentes do fundo da boca);

- que auxiliam pessoas que utilizam próteses fixas ou aparelhos ortodônticos;

Para o uso destes dispositivos ou aperfeiçoamento na técnica do fio dental, consulte o dentista!

TÉCNICAS AUXILIARES DE HIGIENIZAÇÃO:

Além da escovação e o uso do fio dental, existem vários recursos auxiliares para uma perfeita higienização bucal. Dentre eles, destacam-se:

- Escovas INTERDENTÁRIAS:





Utilizadas em áreas de difícil acesso, geralmente entre dentes (em grandes espaços aonde há acúmulo de alimentos), sob próteses fixas (pontes fixas) ou em pessoas que utilizam aparelhos ortodônticos fixos.

- Escovas tipo UNITUFO:



Também utilizadas em áreas de difícil acesso, como atrás dos últimos dentes, ou ainda por pessoas que utilizam próteses fixas ou aparelhos ortodônticos.

O uso desses dispositivos deve sempre ser indicado e monitorado por um dentista!!!

PRÓTESES MÓVEIS:

Higiene dos Tecidos Bucais:

As pessoas que utilizam próteses móveis, mas que ainda possuem dentes naturais, devem remover a prótese e escovar e passar o fio dental normalmente, conforme as técnicas já descritas. Já sem a prótese, nas regiões onde foram perdidos os dentes, a higiene deve ser feita com escova (macia ou ultra-macia), pelo menos 01 vez ao dia. Também se deve escovar a língua e o céu da boca (SEM FAZER FORÇA, APENAS MASSAGEAR).

Os pontos e regiões dolorosas que aparecem após a instalação de uma prótese nova devem desaparecer em algum tempo. Caso existam áreas sob a prótese freqüentemente machucadas ou doloridas, procure o dentista para a realização dos devidos ajustes.

Limpeza das Próteses:

As próteses totais (dentaduras) ou removíveis (pontes móveis) devem ser retiradas da boca para a limpeza. Elas devem ser escovadas após cada refeição. - Utilize uma escova macia e pasta não abrasiva na sua limpeza. O uso de pastas ou pós abrasivos pode riscar o material de que são feitas as próteses, tirando assim seu polimento e assim facilitando a aderência de restos alimentares;

- Não utilize água quente para limpar a prótese, isto pode causar “empenamento”, inutilizando a prótese, pois a mesma pode não adaptar corretamente na boca;

- Ao escovar a prótese, certifique-se que a pia está cheia de água ou segure firmemente a prótese bem perto do fundo da pia. Uma simples queda da prótese na pia ou no chão pode quebrar ou danificar a mesma;

- Periodicamente, deixe de “molho” a prótese em uma solução com 02 colheres de sopa de água sanitária (hipoclorito de sódio) dissolvidas em 01 litro de água, por 10 minutos. Logo após enxaguar bem e escová-la com pasta. Este procedimento ajuda a descontaminar, eliminar os microrganismos das próteses.

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5. Cuidados com a Dieta (Alimentação)

Existem 03 fatores que devem estar presentes para que ocorra cárie:

- Placa bacteriana;

- Açúcar (para que a bactéria se prolifere);

- Dente pouco resistente.

Portanto, para evitar a cárie, além de remover a placa bacteriana (escovação + fio dental) e de evitar o consumo freqüente de açúcar, pode-se utilizar flúor que atua fortalecendo os dentes.

FLÚOR:

O flúor deixa a superfície do dente (esmalte) mais forte protegendo-a dos ataques ácidos da placa bacteriana que podem provocar cárie. Existem diversas formas de uso do flúor, porém as mais recomendadas atualmente são: - flúor na água de abastecimento da cidade;

- flúor nas pastas de dente;

- bochechos (diários ou semanais);

- aplicação tópica pelo dentista.

> IMPORTANTÍSSIMO:

Os bochechos e a aplicação tópica devem sempre ser feitos sob supervisão do dentista;

O flúor pode ser tóxico se ingerido em grandes quantidades, ou pode causar problemas graves no desenvolvimento dos dentes, se utilizado em uma dosagem acima do recomendado;

Ao fazer bochechos com flúor procure sempre expelir (cuspir) todo o produto após o uso;

Atualmente não se recomenda o uso do flúor sistêmico ou seja, comprimidos de flúor ou flúor associado a complexos vitamínicos, pois se sabe que a ação do flúor é de caráter local.

O Açúcar:

O açúcar é o principal responsável pela proliferação exagerada da placa bacteriana e, portanto, um grande responsável pelo aparecimento das cáries. O açúcar aumenta a incidência de cárie principalmente se:

- a quantidade consumida diariamente for exagerada;

- se for consumido várias vezes por dia entre as refeições;

- se a consistência do alimento açucarado for pegajosa (balas ou doces que ficam grudados nos dentes).

Mas não se preocupe, basta um pouco de BOM SENSO no consumo do açúcar para evitarmos problemas!

Evite o consumo freqüente de açúcar entre as refeições: aqui se incluem balas, refrigerantes, café, etc.

Procure substituir os alimentos cariogênicos: (com muito açúcar) por outros com menor quantidade de açúcar.

Não crie nos seus filhos o hábito de ser recompensado com açúcar: Não use frases como: “Faça o que eu te mandei que te dou uma bala”. Não crie no seu filho o hábito de consumir açúcar fora de hora.

Alimentos Ácidos:

Os alimentos excessivamente ácidos podem causar um problema similar à cárie (ou seja, causar destruição – desmineralização - dos dentes) se consumidos em excessos.

Este processo em geral é ainda mais lento que o desenvolvimento da cárie, entretanto pode atingir até as pessoas que “escovam bem” os dentes, visto que a desmineralização pode ocorrer até sem a formação da placa bacteriana.

Evite consumir freqüentemente alimentos extremamente ácidos (sucos de frutas cítricas, refrigerantes, etc). O ácido contido nesses produtos também pode “atacar” o esmalte dental, mesmo que tais alimentos não possuam açúcar (como os refrigerantes diet, light ou sucos sem açúcar).

Eis algumas medidas que você pode tomar:

Substitua o refrigerante por bebidas diferentes:
Tenha na geladeira bebidas que contenham menos açúcar e ácido, como água, leite e suco de fruta 100% natural. Ingira essas bebidas e estimule seus filhos a fazer o mesmo.

Enxágüe a boca com água:
Depois de consumir um refrigerante, faça um bochecho com água para remover vestígios da bebida que possam prolongar o tempo que o esmalte fica exposto aos ácidos. Use creme dental e solução para bochecho com flúor: O flúor reduz as cáries e fortalece o esmalte dental, portanto escove com um creme dental que contenha flúor. Fazer bochechos com uma solução com flúor também pode ajudar.

Faça aplicação de flúor com o profissional:
O dentista pode aplicar flúor na forma de espuma, gel ou solução. Os refrigerantes são implacáveis com seus dentes. Reduzindo a quantidade que você ingere, praticando uma boa higiene bucal e buscando ajuda com o dentista, você pode neutralizar seus efeitos e usufruir de uma saúde bucal melhor.

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6. Flúor

O Flúor é um mineral encontrado na natureza, alguns alimentos contêm flúor, assim como a água de abastecimento público tem flúor adicionado em sua composição na maioria das cidades. O flúor é geralmente adicionado à água potável para ajudar a reduzir a incidência de cáries nos dentes. A Associação Brasileira de Odontologia, a Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde, dentre muitas outras organizações têm endossado o uso de flúor nos suprimentos de água, devido ao seu efeito preventivo contra a cárie. Diariamente, o esmalte dos dentes é atacado por ácidos produzidos na placa bacteriana. Estes ácidos podem enfraquecer os dentes, e isso pode resultar em cáries.

E aí que o flúor entra. Ao alcançar os dentes o flúor é absorvido pelo esmalte. Ele ajuda a restaurar o esmalte e prevenir as cáries. Pode, inclusive, ajudar a deter o processo de formação da cárie.

O flúor ajuda a prevenir as cáries de duas maneiras distintas: - O flúor se concentra nos ossos em crescimento e nos dentes em desenvolvimento das crianças, ajudando a endurecer o esmalte dos dentes de leite e permanentes que ainda não nasceram. - O flúor ajuda a endurecer o esmalte dos dentes permanentes que já se formaram. Ou seja todas as pessoas podem se beneficiar com o uso do flúor, adultos e crianças, desde que sempre orientados pelo dentista.

O flúor trabalha durante os processos de desmineralização e remineralização que ocorrem naturalmente na boca.

O acesso ao flúor se dá na maioria dos cremes dentais, enxagüatórios bucais, na água de abastecimento público e nas aplicações pelo dentista, nas formas de gel, espuma, verniz, soluções concentradas, etc.

Água Mineral e o Flúor

Caso a água mineral (de galões) for sua fonte principal de água de consumo, para cozinhar, etc. Você poderá não estar obtendo flúor em quantidade suficiente.

Alguns fatores são importantes para determinar se você está recebendo a quantidade suficiente de flúor:
- O nível de flúor na sua água mineral, que pode variar muito entre as diferentes marcas. Se a quantidade de flúor não aparecer no rótulo, peça informações à empresa responsável.
- A quantidade de água mineral que você bebe durante o dia.
- Se você usa a água mineral para beber, cozinhar ou preparar sopas, sucos e outras bebidas.
- Se você também bebe água fluoretada na escola, trabalho ou outros lugares. Se você bebe principalmente água mineral, você deve conversar com o dentista sobre a necessidade de tratamentos complementares com flúor, especialmente se tiver filhos. O dentista pode recomendar complementação de flúor, caso julgue que seu filho não está recebendo níveis adequados de flúor.

> IMPORTANTÍSSIMO: Os bochechos e a aplicação tópica devem sempre ser feitos sob supervisão do dentista; O flúor pode ser tóxico se ingerido em grandes quantidades, ou pode causar problemas graves no desenvolvimento dos dentes, se utilizado em uma dosagem acima do recomendado;

Ao fazer bochechos com flúor procure sempre expelir (cuspir) todo o produto após o uso; Atualmente não se recomenda o uso do flúor sistêmico ou seja, comprimidos de flúor ou flúor associado a complexos vitamínicos, pois se sabe que a ação do flúor é de caráter local.

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7. Visitas Regulares ao Dentista

Como você já percebeu, a sua saúde bucal e de seus filhos depende basicamente de você. Porém, a visita periódica ao dentista é fundamental para a manutenção de sua saúde. Veja por que:
Assim como a maioria das doenças, o diagnóstico precoce da cárie, doenças das gengivas e até mesmo do câncer de boca, pode determinar um tratamento mais simples, mais rápido e mais barato. O intervalo entre as consultas deve ser de 6 meses aproximadamente, podendo variar de acordo com as necessidades específicas de cada pessoa. Nas consultas periódicas além do Exame Clínico, geralmente são feitos Raios-X Intrabucais para certificar-se que não existem cáries entre os dentes (pois, estas cáries nem sempre são visíveis a olho nu), Profilaxia (limpeza profissional) removendo a placa bacteriana residual e/ou cálculo dental (tártaro) que tenha se acumulado.


> LEMBRE-SE:
Fazer um controle periódico efetivo de sua saúde bucal, através do acompanhamento de um dentista é mais seguro, mais simples, mais confortável, mais rápido e mais barato!!!


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8. Protetor Bucal (prÁtica de esportes e atividades de contato):



Protetor bucal é um aparelho que se encaixa nos dentes para protegê-los de qualquer tipo de impacto. Os protetores bucais devem ser usados sempre que a pessoa participa de atividades esportivas que envolvam a possibilidade de quedas, contatos físicos bruscos ou choques com objetos voadores, tais como futebol, basquetebol, beisebol, rugby, hóquei, skates, ginástica, ciclismo ou qualquer atividade que possa produzir ferimentos na área da boca.

Os protetores bucais geralmente cobrem os dentes superiores e são projetados para evitar a fratura de dentes, corte nos lábios ou qualquer outro dano à boca. Se você estiver usando aparelho ou prótese dentária na arcada inferior, é provável que seu dentista sugira o uso de protetor bucal nos dentes inferiores também.

O protetor bucal deve ser flexível, resistente à ruptura e cômodo de usar. Deve também adaptar-se na sua boca de forma a não restringir a fala ou respiração. Os três tipos de protetor bucal disponíveis no mercado são: Protetores feitos sob medida: São os melhores, pois são personalizados (podendo variar de espessura e resistência) conforme a necessidade de cada pessoa são feitos pelo dentista ou por um laboratório. Por serem feitos sob medida, são extremamente confortáveis e oferecem excelente proteção. Para fazê-lo, é necessário um molde de seus dentes. A maioria dos atletas prefere este tipo de protetor, pelo maior conforto e segurança que proporcionam. Protetores moldáveis em água quente: Todos os protetores deste tipo têm a mesma forma, que pode ser alterada. Para alterar a forma do protetor é necessário colocá-lo em água quente para amolecer para daí morder o plástico aquecido para conseguir um bom encaixe nos dentes. Este tipo de protetor pode ser adquirido em lojas de produtos esportivos e são mais confortáveis que os protetores comuns. Protetores comuns: Pré-moldados, estes protetores são prontos para o uso. Contudo, muitas vezes não se ajustam bem aos dentes e chegam a dificultar a fala e a respiração, não são recomendados.

Recomenda-se trocar seu protetor bucal a cada temporada porque, com o passar do tempo, se desgastam e o coeficiente de proteção se reduz. É importante que os adolescentes troquem seus protetores com certa freqüência porque tanto a boca quanto os dentes estão em fase de crescimento.

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9. SaÚde Bucal na 3ª Idade


Ao cuidar bem de seus dentes, fazendo consultas regulares ao dentista, higienizando a boca de maneira efetiva, escovando pelo menos 3 vezes ao dia e usando o fio dental diariamente, seus dentes e gengivas podem permanecer saudáveis pela vida toda, independentemente da idade.

Entretanto, até mesmo quem higieniza de maneira correta pode ter alguns problemas específicos.
Muitas pessoas na terceira idade usam dentaduras, tomam remédios e têm problemas de saúde geral, o que pode afetar a saúde bucal. Mas, o dentista pode ajudar esta pessoa a encarar estes desafios com êxito.
Com o passar dos anos, as pessoas na 3ª idade podem perder eficiência na sua capacidade motora, o que prejudica as técnicas de higienização, dificultando o controle da placa bacteriana. Logo doenças gengivais e cáries podem vir a se desenvolver com maior facilidade.

Portanto, os retornos ao dentista devem ser mais freqüentes e, caso a pessoa na 3ª idade esteja impossibilitada de higienizar sua boca sozinha, a orientação profissional é de fundamental importância na instrução das pessoas que cuidam deste idoso.

Se o idoso já não consegue higienizar sua boca de maneira adequada, cabe aos “cuidadores” fazê-lo. Com o passar dos anos, existe uma remodelação do osso que sustenta os dentes, sendo normal a “retração” das gengivas, assim expondo as raízes dentárias, o que pode gerar ou agravar a sensibilidade nos dentes, principalmente ao escovar, ao ar frio, ou quando ingerido alimentos gelados e quentes.

O acompanhamento profissional poderá diagnosticar efetivamente se estas dores são apenas exposição das raízes ou se existem problemas mais sérios, como: cáries e fraturas nos dentes. As pessoas mais velhas se queixam de boca seca com freqüência. Este problema pode ser causado por medicamentos ou por distúrbios da saúde. Se não tratado, pode prejudicar os dentes. O dentista pode recomendar vários métodos para manter a boca mais úmida, como tratamentos ou remédios adequados para evitar a boca seca.

Outras doenças, como o diabete, problemas cardíacos, câncer entre outros, pode afetar a saúde bucal do idoso. Sendo assim o dentista deve sempre ser informado sobre o estado de saúde geral da pessoa.

As dentaduras são mais fáceis de higienizar que os dentes naturais, o que pode tornar mais fácil a vida de muitas pessoas da terceira idade, entretanto exigem cuidados especiais com a higienização e manutenção. Pelo menos anualmente, o usuário de dentaduras deve retornar ao dentista, para limpeza do aparelho, exame da mucosa bucal. A durabilidade média de uma prótese removível acrílica (como por exemplo, a dentadura) é de 5 anos. Apesar de nem sempre, após esses anos, ela aparentar necessidade de troca, estas próteses ficam desgastadas e porosas, o que pode trazer malefícios a saúde bucal do idoso.

Idosos que utilizam próteses, como: implantes, coroas e pontes devem ter um controle profissional ainda mais efetivo. Exames clínicos e radiográficos além de profilaxia (limpeza profissional) periódicos devem ser realizados pelo menos a cada 6 meses.


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10. Medicamentos X Saúde Bucal
Sendo a boca parte integrante do nosso organismo, é natural que alguns medicamentos possam gerar alguns efeitos colaterais na região bucal, sendo a “boca-seca”ou “xerostomia” a situação mais comum.



Abaixo, alguns medicamentos que podem causar o ressecamento da boca:

- Anti-histamínicos (Antialérgicos);
- Descongestionantes;
- Analgésicos;
- Diuréticos;
- Medicamentos para hipertensão (pressão alta);
- Antidepressivos.

Outros medicamentos podem causar inflamações, ulcerações (feridas), dormência, formigamento, distúrbios de movimento, alterações do paladar e, durante a escovação ou do uso do fio dental, sangramento excessivo da gengiva.
É sempre bom o dentista saber de todos os medicamentos que o paciente faz uso, mesmo os comprados sem receita. Até mesmo para saber se algum procedimento odontológico poderá ser realizado naquele momento.

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11. Câncer Bucal
A incidência do câncer bucal varia de acordo com a idade, sexo, raça, ocupação, localização geográfica, nutrição uso de fumo, álcool , sendo ainda mais comum em homens após os 40 anos.

Das causas do câncer de boca, fumar cigarros e o consumo de álcool são identificados são identificados com mais freqüência. O risco está relacionado com o número de cigarros e o tempo de duração do vício, bem como o consumo de álcool. O consumo concomitante de álcool e cigarro aumenta ainda mais este risco. Não esquecendo ainda que os fatores genéticos pré-dispõem o indivíduo à doença.

Ocorre geralmente nos lábios ( mais freqüentemente no lábio inferior) dentro da boca, na parte posterior da garganta, na língua, nas amígdalas ou nas glândulas salivares.

Se não for detectado de maneira precoce, o câncer bucal pode exigir tratamentos que vão da cirurgia (para a sua remoção) à radioterapia ou quimioterapia. Este câncer freqüentemente pode ser fatal. Uma das razões pelas quais este prognóstico é tão negativo é o fato de que os primeiros sintomas não serem reconhecidos logo.

O auto-exame, bem como a visita regular ao dentista, são fundamentais para um diagnóstico precoce, aumentando assim as chances de sucesso no tratamento.

Além das consultas regulares, é preciso que você fale com seu dentista se perceber qualquer dos sinais abaixo:
1. Ferida nos lábios, gengiva ou no interior da boca, que sangra facilmente e não parece melhorar;
2. Um caroço ou inchaço na bochecha que você sente ao passar a língua;
3. Perda de sensibilidade ou sensação de dormência em qualquer parte da boca;
4. Manchas brancas ou vermelhas na gengiva, língua ou qualquer outra parte da boca;
5. Dificuldade para mastigar ou para engolir;
6. Dor sem razão aparente ou sensação de ter algo preso na garganta;
7. Inchaço que impede a adaptação correta da dentadura ou de qualquer outro tipo de prótese removível;
8. Mudança na voz.

A grande solução? PREVENÇÃO

As lesões bucais tornam-se suspeitas quando persistem por mais de 15 dias, mesmo que indolores, e nesses casos, a consulta com o dentista torna-se indispensável.

AUTO-EXAME da Boca: Uma das estratégias mais importantes para obter-se o diagnóstico do câncer de boca em fase inicial é o auto-exame da boca. Trata-se de um método simples de exame, bastando ser realizado em um ambiente bem iluminado e de frente a um espelho.

A finalidade deste exame é identificar anormalidades existentes na mucosa bucal.

O que procurar?
Mudanças na cor da pele ou da mucosa;
Endurecimentos;
Caroços;
Feridas;
Inchaços;
Áreas dormentes ou dolorosas;
Dentes quebrados ou com mobilidade;
Sangramentos.

Técnica: Lave bem a boca e as mãos e remova as próteses dentárias, se for o caso; De frente para o espelho, observe a pele do rosto e do pescoço.

Veja se encontra algo diferente que não tenha notado antes. Toque suavemente, com a ponta dos dedos, todo o rosto;
Puxe com os dedos o lábio inferior para baixo, expondo sua parte interna (mucosa).
Em seguida apalpe-o todo.
Puxe o lábio superior para cima e repita a palpação;
Com a ponta de um dedo indicador, afaste a bochecha para examinar a parte interna da mesma.
Faça isso nos dois lados;
Com a ponta de um dedo indicador, percorra toda a gengiva superior e inferior;
Introduza o dedo indicador por baixo da língua e o polegar da mesma mão por baixo do queixo e procure palpar todo assoalho da boca;

Incline a cabeça para trás e abrindo a boca o máximo possível, examine atentamente o céu da boca. Em seguida diga ÁÁÁÁ.... e observe o fundo da garganta. Depois, palpe com um dedo indicador todo o céu da boca; Ponha a língua para fora e observe a sua parte de cima. Repita a observação, agora da sua parte de baixo, com a língua levantada no céu da boca. Em seguida, puxando a língua para esquerda, observe o lado direito da mesma. Repita o procedimento para o lado esquerdo, puxando a língua para a direita;
Estique a língua para fora, segurando-a com um pedaço de gaze ou pano, e apalpe em toda a sua extensão com os dedos indicador e polegar da outra mão;

Examine o pescoço. Compare os lados direito e esquerdo e veja se há diferença entre eles. Depois, apalpe o lado esquerdo do pescoço com a mão direita. Repita o procedimento para o lado direito, palpando com a mão esquerda; Finalmente, introduza um dos polegares por debaixo do queixo e apalpe suavemente todo o seu contorno inferior.


Conheça bem a sua boca! Faça o auto-exame mensalmente!

Caso encontre qualquer alteração, procure um dentista ou um médico. Nós saberemos orientá-lo!



Evite o câncer bucal, diminuindo os fatores de risco:
Não masque tabaco! Este hábito eleva muito a possibilidade de se desenvolver o câncer bucal.


Não fume ou pare de fumar! O fumo, o câncer pulmonar, além das doenças cardíacas estão extremamente ligados. Além da saúde geral que também é afetada, tornando mais difícil o combate a infecções e a reparação de ferimentos ou de cirurgias. O fumo causa mau hálito, mancha os dentes além de prejudicar o paladar e o olfato. Fumando cigarro, charuto ou cachimbo, suas chances de desenvolver câncer na laringe, na boca, na garganta e no esôfago aumentam. Como muitas pessoas não notam ou simplesmente ignoram os sintomas iniciais, o câncer bucal muitas vezes se espalha antes de ser detectado.

O consumo excessivo e freqüente de bebidas alcoólicas também aumenta o risco de câncer bucal. A combinação fumo/álcool torna esse risco ainda maior;

Não tenha o costume de morder constantemente lábios, bochechas ou língua;

Não se exponha excessivamente ao sol. Caso seja necessário use protetores solar para a pele e para os lábios;

Caso tenha algum dente ou prótese quebrados, procure o dentista imediatamente para restaurá-los. Não permita que os bordos cortantes destes dentes machuquem a mucosa.

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12. HIV / AIDS e a Boca

A AIDS é uma doença que se manifesta após a infecção do organismo humano pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, mais conhecido como HIV. Esta sigla é proveniente do inglês - Human Immunodeficiency Virus.

Também do inglês deriva a sigla AIDS, Acquired Immune Deficiency Syndrome, que em português quer dizer Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

Síndrome
Grupo de sinais e sintomas que, uma vez considerados em conjunto, caracterizam uma doença.

Imunodeficiência
Inabilidade do sistema de defesa do organismo humano para se proteger contra microorganismos invasores, tais como: vírus, bactérias, protozoários, etc.

Adquirida
Não é congênita como no caso de outras imunodeficiências. A AIDS não é causada espontaneamente, mas por um fator externo (a infecção pelo HIV).
Este vírus é transmitido de uma pessoa para outra através do contato com o sangue (transfusões de sangue, agulhas infectadas com HIV) e relação sexual. Além disso, uma mulher grávida que esteja infectada pode transmitir o HIV para o seu bebê durante a gestação ou parto, como também através da amamentação.

O HIV destrói os linfócitos - células responsáveis pela defesa do nosso organismo -, tornando a pessoa vulnerável a outras infecções e doenças oportunistas, chamadas assim por surgirem nos momentos em que o sistema imunológico do indivíduo está enfraquecido.

Há alguns anos, receber o diagnóstico de AIDS era quase uma sentença de morte. Atualmente, porém, a AIDS já pode ser considerada uma doença crônica. Isto significa que uma pessoa infectada pelo HIV pode viver com o vírus, por um longo período, sem apresentar nenhum sintoma ou sinal. Isso tem sido possível graças aos avanços tecnológicos e às pesquisas, que propiciam o desenvolvimento de medicamentos cada vez mais eficazes. Deve-se, também, à experiência obtida ao longo dos anos por profissionais de saúde. Todos estes fatores possibilitam aos portadores do vírus ter uma sobrevida cada vez maior e de melhor qualidade.

Prevenção:
Na transmissão sexual, recomenda-se a prática do sexo seguro (relação monogâmica com parceiro HIV negativo e uso de preservativo em todas as relações sexuais). Na transmissão pelo sangue, recomenda-se cuidado no manejo de sangue (uso de seringas descartáveis, exigir que todo sangue a ser transfundido seja previamente testado para a presença do HIV, uso de luvas quando estiver manipulando feridas ou líquidos potencialmente contaminados). Não há, no momento, vacina efetiva para a prevenção da infecção pelo HIV.

Pré-Natal
Toda mulher grávida deve fazer o teste da AIDS. Esse exame é especialmente importante durante os meses de gestação, pois, em caso positivo para infecção da mãe, ela poderá receber um tratamento adequado e, na hora do parto, evitar a transmissão vertical (de mãe para filho) do HIV. Se forem tomados todos os cuidados devidos, esse risco pode ser reduzido em até 67%.

A prevenção de uma transmissão vertical é feita pela mãe, sob orientação médica sempre, por meio do uso do AZT durante a gravidez e no momento do parto. O recém nascido também deve fazer uso desse mesmo medicamento por um período de 06 semanas.

A transmissão do HIV também pode acontecer durante a amamentação, através do leite materno. Portanto, o leite da mãe deve ser substituído por leite artificial ou leite humano processado em bancos de leite que fazem aconselhamento e triagem das doadoras.
Uso da camisinha
Diversos estudos confirmam a eficiência do preservativo na prevenção da AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis. Em um estudo realizado recentemente na Universidade de Wisconsin (EUA), demonstrou-se que o correto e sistemático uso de preservativos em todas as relações sexuais apresenta uma eficácia estimada em 90-95% na prevenção da transmissão do HIV. Os autores desse estudo sugerem uma relação linear entre a freqüência do uso de preservativos e a redução do risco de transmissão, ou seja, quanto mais se usa a camisinha menor é o risco de contrair o HIV.

Uso de seringas descartáveis
O risco de um usuário de droga injetável (UDI) infectar-se pelo HIV, ou por qualquer outro agente de doença, está atrelado à forma como a droga é utilizada: se houver compartilhamento de seringas e agulhas, esse risco é elevado.

Sintomas:
A infecção pelo HIV é um processo de longa duração que passa por diferentes estágios. A duração e a gravidade de cada estágio dependem de vários fatores relacionados tanto ao vírus quanto ao indivíduo infectado e apresenta sintomas diferentes. O tempo entre a exposição ao HIV e o início dos sinais e sintomas, em geral, varia de cinco dias a três meses. As manifestações podem resultar em gripe persistente, perda de peso progressiva, diminuição da força física, febre intermitente, dores musculares, suores noturnos, diarréia, entre outras reações. Quando a infecção pelo HIV já está avançada, começam a aparecer doenças oportunistas, tais como: tuberculose, pneumonia, diarréia crônica.

Posso contrair HIV no consultório dentário?
Devido à natureza do tratamento dentário, muitas pessoas temem que o HIV possa ser transmitido durante o tratamento. Precauções universais são utilizadas para a limpeza do consultório, dos equipamentos e instrumentos utilizados pelo dentista, entre cada um dos pacientes a fim de prevenir a transmissão do HIV e outras doenças infecciosas. Isto é nossa obrigação!

Estas precauções exigem que os dentistas e assistentes utilizem luvas, máscaras e proteção para os olhos, e que esterilizem todos os instrumentos manuais (motores) e outros instrumentos dentários para cada paciente, utilizando os procedimentos de esterilização específicos determinados pela Vigilância Sanitária. Os instrumentos que não puderem ser esterilizados devem ser descartados em lixos especiais. Após cada consulta, as luvas são descartadas, as mãos são lavadas e um novo par de luvas é utilizado para o próximo paciente.

CONHEÇA NOSSO PROTOCOLO DE BIOSSEGURANÇA! (LINK PARA O ARQUIVO!)

Se você estiver ansioso, converse conosco! Teremos o maior prazer em explicar e mostrar todos os nossos procedimentos de biossegurança, como a nossa rotina de esterilização e combate a infecção cruzada.

Dúvidas?
Para esclarecimento sobre DST e AIDS:

Ligue: Disque-Saúde 0800.61.19.97

Ou acesse: http://www.aids.gov.br (LINK)

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13. Anorexia e Bulimia



Anorexia Nervosa é um transtorno alimentar em que a pessoa priva-se de se alimentar, levando-a a um emagrecimento a níveis abaixo do peso mínimo normal. Essas pessoas, na maioria mulheres, têm plena convicção de que são gordas e a idéia de virem a ganhar gramas, as apavora e gera angústia.
Bulimia Nervosa é um transtorno alimentar em que o indivíduo tem episódios freqüentes de ingestão alimentar compulsiva. Em pouco tempo o bulímico consome grande quantidade de alimentos e de preferência, alimentos hipercalóricos. Existe um sentimento de falta de controle sobre o comportamento de comer e o indivíduo sente-se incapaz de parar de alimentar-se.
Em geral come muito rápido e chega a passar mal, pois ingere grandes quantidades de comida num período de tempo determinado. Para compensar a ingestão alimentar exagerada, o bulímico faz longos períodos de jejum, induz vômitos, usa laxantes, diuréticos e praticam exercícios físicos de forma obsessiva.

A anorexia e a bulimia podem danificar seus dentes de diversas maneiras:

A indução freqüente do vômito nas pessoas com bulimia e/ou anorexia, gera a presença dos ácidos estomacais no meio bucal.
Estes ácidos podem ocasionar lesões, feridas e ulcerações na mucosa bucal e também desmineralização dos dentes, provocando cáries e/ou desgastes nos mesmos.

Como os dentes ficam com uma aparência gasta e amarelada, o dentista pode ser o primeiro a notar os sinais deste distúrbio alimentar. A odontologia cosmética e reabilitadora pode ajudar a corrigir o esmalte danificado dos dentes.

Na anorexia, a quase inanição priva o organismo dos nutrientes de que necessita. Pode-se desenvolver osteoporose gerando assim enfraquecimento dos ossos maxilares que suportam os dentes podendo-se chegar até à perda do elemento dentário.

Em ambos os casos, é essencial que se trate as causas subjacentes que levam à anorexia e à bulimia, bem como que se trate as complicações dentárias delas resultantes. Embora o dentista possa reparar o esmalte danificado dos dentes, ele não poderá tratar o distúrbio alimentar real. Casa você tenha - ou suspeite ter - algum distúrbio alimentar consulte seu médico.


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14. Fissura Labial / Palatina

A fissura lábio-palatina é uma malformação congênita que é causada por uma combinação de diversos fatores: genéticos, pré-natais, ambientais, nutricionais e outros.

Existem as fissuras somente de lábio (o chamado lábio leporino), somente de palato e aquelas de lábio e palato. A fissura palatina ocorre quando há uma abertura direta entre o palato, ou céu da boca, e a base do nariz. Durante a gestação, o maxilar superior do bebê não se fecha como deveria, deixando uma falha.

A fissura palatina é um problema mais grave que a fissura labial, embora ambos requeiram uma cirurgia corretiva.
A fim de se corrigir esse problema, é aconselhável tratar-se com uma equipe médica, incluindo um cirurgião plástico, cirurgião buco-maxilo-facial, otorrinolaringologista (médico especialista em orelha, nariz e pescoço), cirurgião-dentista e um ortodontista.

Geralmente a correção cirúrgica dos lábios é realizada aos 3 meses de vida, quando unilateral, e aos 3 à 6 meses quando bilateral. A correção do palato (céu da boca) é realizada geralmente aos 18 meses de vida.

Dificuldades de alimentação, de respiração e de fala, além de problemas psicológicos são algumas das dificuldades enfrentadas por uma criança com fissura labial ou palatina.

Uma equipe de profissionais de saúde oferecerá orientação e encorajamento durante os tempos mais difíceis, desde o nascimento até o tratamento. Com os avanços das técnicas cirúrgicas e aparelhos corretivos, os prognósticos para as crianças que nascem com fissura labial ou palatina são excelentes. À medida que a criança se desenvolve, pouco se nota a fissura.

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15. Problemas CardÍacos e Gengivite



A saúde bucal é parte integrante da saúde geral. Dados indicam que a gengivite crônica pode contribuir para o desenvolvimento de problemas cardíacos.

A gengivite é uma infecção bacteriana que pode ter efeitos à distância da sua boca. Com relação a problemas cardíacos, há uma teoria que diz que a gengivite permite às bactérias entrarem na corrente sangüínea e aderir aos depósitos de gordura existentes nos vasos do coração. Isto pode gerar coágulos e provocar problemas cardíacos.

Se você tiver certos problemas cardíacos, existe a possibilidade de você desenvolver uma endocardite bacteriana, uma infecção do revestimento interno do coração ou das válvulas. Um sangramento na boca pode permitir que certas bactérias bucais entrem no sistema sangüíneo e atinjam as válvulas ou tecidos que foram enfraquecidos por um problema cardíaco pré-existente. Nesses casos, a infecção pode danificar ou mesmo destruir as válvulas e os tecidos do coração.

Se você possui algum problema cardíaco, como: válvulas artificiais, histórico de endocardite, problemas cardíacos congênitos e válvulas cardíacas danificadas por problemas como: febre reumática, prolapso da válvula mitral com sopro e miocardiopatia hipertrófica.


ATENÇÃO!
Sempre notifique o dentista de seu problema, bem como a medicação que eventualmente você tome. Estas informações serão anotadas em seu prontuário e tomaremos a precauções e medidas necessárias para não colocar sua saúde em risco!


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16. Diabete e Saúde Bucal

O cirurgião dentista também é responsável pela qualidade de vida, prevenção de complicações da doença e compensação da glicemia do paciente portador de diabetes.

O diabetes é um dos mais graves problemas de saúde pública, sendo uma das principais causa de morte no mundo, superada apenas pelas doenças cardio-circulatórias e câncer (O.M.S., 1991).

A cada 100 pessoas de 7 a 9 tem diabetes.
É uma doença silenciosa e não contagiosa.
Você pode ter diabetes e não saber.
Se descoberto e tratado a vida do paciente pode ser saudável e normal.
Principais Manifestações e Predisposição

Poliúria (a pessoa urina muito) e polifagia (a pessoa come muito)
Polidipsia (muita sede)
Furúnculos freqüentes
Perda de peso
Cicatrização difícil
Visão turva
Doença periodontal
Desanimo/fadiga
Impotência sexual
Infecção de pele
Familiar com diabetes
Stress/sedentarismo
Obesidade
Hipertensão
Conseqüências do Diabetes não controlado:
- Cegueira (retinopatia diabética e as cataratas);
- Enfarte do miocárdio (duas a três vezes mais freqüentes);
- Gangrena;
- Impotência sexual masculina;
- Outras complicações (Doenças pulmonares e circulatórias, insuficiência renal e Hipertensão Arterial, Doença Periodontal).
A importância do atendimento Odontológico ao paciente diabético
Com evolução assintomática e indolor, o Diabetes Mellitus evolui silenciosamente no paciente, atingindo-o em todos seus órgãos.

As complicações clássicas do Diabetes Mellitus hoje são: microangiopatias, macroangiopatias, nefropatias, neuropatias, retardo de cicatrização e doenças periodontais (gengivite e periodontite), todos devido à hiperglicemia, hiperlipidemia e outras complicações associadas.

O paciente diabético tem um aumento da susceptibilidade a infecções. Por apresentar alterações vasculares (isquemia) e neuropatias, o que pode facilitar a evolução de infecções, e aumentar sua descompensação.

O exame clínico e a anamnese do paciente diabético são sempre rígidos e minuciosos, em relação ao tipo de diabetes, controle da glicemia, controle da hipertensão arterial, complicações da doença e medicação utilizada.

O tratamento do diabético é multidisciplinar, sempre antes de qualquer tratamento odontológico, encaminhamos o paciente ao endocrinologista para avaliação e controle já na primeira consulta.

O diabético, muitas vezes por apresentar focos infecciosos orais, pode estar descompensado, mesmo tomando a medicação e fazendo dieta alimentar. Radiografias intra e extra-bucais são requeridas para o diagnóstico das possíveis infecções e reabsorções ósseas.

Os exames complementares, como: hemograma completo, coagulograma, hemoglobina glicosilada e glicemia em jejum também são sempre solicitados previamente.

Com estas atitudes proporcionamos segurança e tranqüilidade ao tratamento odontológico!

As manifestações orais mais freqüentes no paciente diabético, principalmente descompensados são:
- Redução do fluxo salivar: causando úlceras, irritações e língua fissurada.
- Infecções oportunistas: lesões herpéticas e candidíase.
- Neuropatias: dores em língua e mucosa.
- Alterações vasculares
- Abscessos recorrentes
- Hipocalcificação de esmalte
- Hálito cetônico

Cuidados específicos aos diabéticos:

- previamente à consulta odontológica, reavaliação médica (controle da glicemia e pressão arterial);

- medicação profilática antibiótica prévia à consulta odontológica;
- consultas odontológicas periódicas (03 em 03 meses);

- consultas de curta duração, preferencialmente no período da manhã;

- previamente à consulta odontológica, o paciente deve se alimentar e tomar a medicação prescrita;

- redução no consumo de álcool, fumo e alimentos ácidos;

- manter a higiene bucal sempre muito controlada (fio dental, escovação, profilaxia “limpeza” profissional.

Prevenção / Exames Complementares:

A prevenção é muito importante na compensação do diabetes, pois, os focos infecciosos geralmente são indolores e cabe ao dentista avaliá-los e tratá-los para que haja uma melhor qualidade de vida neste paciente.

- Glicemia: É um exame extremamente objetivo para a avaliação do nível circulante de glicose no momento da realização do mesmo, sendo um teste rápido, barato de fácil execução, podendo ser realizado pelo próprio paciente (tiras de autocontrole) ou no laboratório.

- Hemoglobina Glicosilada (HbA1C): É atualmente o melhor método para avaliar o controle glicêmico do paciente diabético por ser independente das variações rápidas de glicemia e refletir o controle glicêmico nos últimos 60 a 90 dias (meia vida das hemácias) da data de sua avaliação, sendo portando um parâmetro de controle metabólico de longo prazo.

- Hemograma: Avalia a série vermelha (possíveis anemias), branca (processos infecciosos e/ou bacterianos) aguda ou crônica e plaquetária (sistema de coagulação primário).

- Coagulograma: TS (tempo de sangramento); TC (Tempo de coagulação); TP (Tempo de protombina) eTTPA (Tempo de Tromboplatina Parcial Ativada) para avaliação dos mecanismos intrínsecos, extrínsecos e comuns da coagulação.

Adaptado de: http://www.anad.org.br/html/modules/eNoticias/article.php?articleID=26

Saiba mais, acesse:

http://www.diabetes.org.br/


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17. Cárie

Os microrganismos que vivem em nossas bocas, as bactérias, fixam-se aos dentes, formando, juntamente com os resíduos alimentares e restos de células mortas (descamadas das mucosas) uma camada muito fina chamada placa bacteriana.

A placa bacteriana alimenta-se principalmente do açúcar que ingerimos com os alimentos e, quando não é removida periodicamente através da higienização, desenvolve-se bastante. Como resultado da metabolização (digestão) do açúcar, a placa bacteriana produz ácidos que vão desmineralizando (destruindo) os dentes, num processo bastante lento.

Esta desmineralização do dente que na fase mais avançada pode causar uma cavidade (buraco), até a destruição do mesmo, é conhecida como cárie.
Esta doença é fortemente influenciada pelo estilo de vida da pessoa:

- dieta (o que se come);
- cuidados com a higiene bucal;
- a presença de flúor na água ingerida e o flúor no creme dental e bochechos;

- a hereditariedade também tem um papel importante na predisposição dos dentes para se deteriorarem.

Embora as cáries sejam mais comuns em crianças, adultos também estão sujeitos a elas. As cáries podem ocorrem de diferentes maneiras e também em distintas regiões dos dentes.

Podem se localizar:

- nas coroas dos dentes (parte do dente que fica para fora da gengiva, parte que podemos ver);
- nas raízes dos dentes (quando houve “retração” da gengiva);
- nas interfaces de restaurações (“obturações”) ou próteses fixas (coroas), são chamadas de recorrentes (“infiltrações”).

A cárie pode se revelar um sério problema. Se não for tratada, uma cárie pode destruir o dente e matar os delicados nervos na sua parte central, o que pode resultar em um abscesso, uma área de infecção na ponta da raiz. Uma vez formado o abscesso, ele só pode ser tratado através do tratamento do canal, de cirurgia ou da extração do dente.

Etapas do Desenvolvimento da Cárie:

A placa bacteriana desenvolve-se após a ingestão de alimentos, principalmente aqueles que contêm açúcar. É uma fina camada que pode ser removida (desorganizada) pela escovação e pelo uso do fio dental.

Cárie Incipiente ou Mancha Branca aparece no estágio inicial da cárie, antes que se forme a cavidade (buraco) propriamente dita. Neste estágio a cara pode se remineralizada sem restauração. Ou, seja com métodos preventivos conseguimos paralisar e reverter a situação sem o uso de brocas.

Cárie de Esmalte: Se na fase de cárie incipiente não for tomada alguma providência a fim de paralisar e reparar o processo, o ácido produzido pelas bactérias dissolve o esmalte dos dentes provocando uma pequena cavidade (buraco). Neste estágio a cárie não causa nenhuma dor.

Cárie de Dentina: Após ultrapassar o esmalte (que é bastante duro) a cárie avança mais rapidamente na dentina e passa a causar dor, podendo até já provocar problemas no canal do dente.

Infecção Pulpar / Abscesso: Em um último estágio, a cárie evolui até alcançar totalmente a polpa (nervo), causando muita dor e podendo originar abscessos (bolsas de pus) no tecido ósseo abaixo da raiz do dente. Neste estágio o tratamento de canal é uma certeza.

Sinais e Sintomas:
Apesar de nas fases iniciais a cárie ser indolor, o dentista após uma profilaxia (limpeza profissional) e um exame clínico e radiográfico apurados, pode diagnosticar estas situações precocemente.

Isto porque as cáries se desenvolvem embaixo da superfície do dente, onde você não pode vê-las, somente quando a sua progressão já está avançada que a cárie apresenta-se como um buraco ou com o escurecimento de regiões do dente.

Nas fases avançadas, a pessoa que tem cárie pode apresentar sensibilidade ou dor ao frio (ar ou líquidos), sensibilidade ou dor ao doce e aos alimentos ácidos e, numa fase mais avançada ainda dores ao morder e ao quente ou até mesmo dores espontâneas.

Apenas o dentista pode dizer com certeza se você tem uma cárie. Porque os sinais e sintomas apresentados podem ser confundidos com outras situações bucais.

Localização das Cáries:
As cáries desenvolvem-se mais freqüentemente nas regiões de fóssulas e fissuras nas superfícies de mastigação dos dentes posteriores, nos espaços entre os dentes e próximo à linha da gengiva.

Independentemente de onde ocorram, a melhor maneira de identificá-las e tratá-las, antes que se tornem sérias, é visitando seu dentista regularmente.

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18. Placa Bacteriana (Biofilme Dental)

Placa Bacteriana ou Biofilme Dental trata-se de uma película incolor, constituída de bactérias, células mortas (da descamação das mucosas) e resíduos alimentares que se forma sobre os dentes. É a principal causadora das cáries e gengivite. Se não for removida diariamente, “endurece” e forma o tártaro.

Todos nós temos placa bacteriana porque as bactérias estão sempre presentes em nossa boca. As bactérias aproveitam os nutrientes contidos nos alimentos que ingerimos e aqueles contidos na saliva para se desenvolver.

A placa causa as cáries quando os ácidos que ela produz atacam os dentes, o que acontece após as refeições. Se não há um bom controle desta placa através da correta higienização bucal, sofrendo constantes ataques por esses ácidos, o esmalte dos dentes começa a desmineralizar (deteriorar) abrindo assim o caminho para a formação de cáries.

Não sendo retirada, a placa bacteriana pode também irritar a gengiva ao redor dos dentes, causando gengivite (as gengivas ficam vermelhas, incham e sangram), não sendo tratada, pode evoluir para outra doença chamada periodontite que pode levar até a perda dos dentes.

Evite que a formação da placa bacteriana cause problemas:
- Escove bem todas as superfícies dos dentes, pelo menos 03 vezes ao dia;
- Use o fio dental diariamente para remoção da placa bacteriana que se instala entre dentes e sob a gengiva, onde a escova não consegue alcançar;
- Limite a ingestão de alimentos com muito açúcar ou amido, especialmente aqueles que grudam nos dentes;
- Visite o dentista regularmente para fazer profilaxia (limpeza profissional) e exame completo dos dentes.

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19. Tártaro / Cálculo Dental

O Tártaro ou Cálculo Dental é a placa bacteriana (biofilme dental) que endurece na superfície dos dentes. O tártaro também pode se formar sob a gengiva e irritar os tecidos gengivais. Além disso, o tártaro por ser poroso, dificulta a higienização acumulando mais placa bacteriana, o que pode levar a sérios problemas como, as cáries, gengivite e periodontite.

Além de prejudicar a saúde de seus dentes e gengivas, o tártaro também é um problema estético. Como ele é poroso, absorve manchas com facilidade, principalmente em fumantes e pessoas que ingerem muito café e chá.


 

Correta higienização bucal (escovação e fio dental) e visitas periódicas ao dentista evitam a formação descontrolada do tártaro.

IMPORTANTE: Nunca tente remover o tártaro por própria conta da sua boca ou de seus filhos, é muito perigoso, podendo machucar a gengiva, lábios, dedos, etc!

As doenças das gengivas, também conhecidas como doença periodontal podem ser classificadas como: gengivite, periodontite e periodontite avançada.

Gengivite:
É o estágio inicial, trata-se de uma inflamação na gengiva, não envolve o osso, sendo totalmente reversível. É causada pela placa bacteriana (biofilme dental) que se acumula entre os dentes e as gengivas, produzindo toxinas (“venenos”) que irritam a mucosa da gengiva. Isso ocorre quando não há higienização eficaz (escovação e fio dental). As gengivas incham, ficam avermelhadas e apresentam sangramento, podendo ser localizada em um ou mais dentes, ou generalizada na boca toda.

O tratamento é relativamente simples, o dentista faz uma profilaxia (limpeza profissional) e orienta a pessoa a uma correta de higiene bucal, ao passo que a higienização é corretamente feita o sangramento gengiva acaba.


Periodontite avançada:
É o estágio mais avançado, a inflamação e infecção é tamanha, que já houve destruição da maioria ou quase totalidade das fibras que sustentam os dentes, bem como osso alveolar (em que os dentes se inserem). Os dentes ficam moles podendo eles haver mudança de posição dos mesmos. Nesta fase pode acorrer a perda dos dentes. O tratamento consiste em profilaxia (limpeza profissional), raspagem periodontal para a remoção do tártaro sub-gengival (debaixo da gengiva), podendo até haver a necessidades de cirurgias gengivais.

Sinais e Sintomas:

A gengivite pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum entre os adultos. Se for detectada no seu estágio inicial, a gengivite pode ser revertida - portanto, visite o dentista se notar qualquer um dos seguintes sintomas:
- Gengivas vermelhas, inchadas, ou flácidas;
- Gengivas que sangram durante a escovação ou o uso do fio dental;
- Dentes que parecem mais longos devido à retração da gengiva;
- Gengivas que se separam ou se afastam dos dentes, criando uma bolsa;
- Mudanças na forma como seus dentes se encaixam quando você morde;
- Secreção de pus ao redor dos dentes e na bolsa gengival;
- Mau hálito constante ou gosto ruim na boca.


Prevenção:

- A prevenção é o melhor caminho para se evitar doenças gengivais. Uma boa higienização diária (escovação e fio dental) é essencial para que se remova a placa bacteriana.

- A visita regular ao dentista para realização de profilaxia (limpeza profissional) também é extremamente importante, pois uma vez que a placa se acumula e endurece (ou torna-se tártaro), apenas o dentista consegue removê-la de maneira eficaz.

- A alimentação correta também é fundamental para garantir nutrição adequada para o osso da mandíbula/maxilar e dos dentes.

- Evite cigarros e outras formas de tabaco.


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21. Mau Hálito (Halitose)

A Halitose, nome técnico do "mau hálito", é um problema muito freqüente nas pessoas atualmente. Calcula-se que aproximadamente 40% da população sofre ou sofrerá de halitose crônica em alguma época de sua vida.
O mau hálito pode ser originado por problemas bucais e/ou problemas sistêmicos. Na grande maioria das vezes, os problemas bucais são os maiores responsáveis pela halitose.

Existem mais de 50 origens para a halitose:
Boca
- Mais de 90% dos casos de halitose tem origem na língua provocada pela Saburra ou placa bacteriana lingual, em segundo lugar vem os problemas periodontais (da gengiva), depois vem alimentos em decomposição entre os dentes, próteses dentárias com infiltração, ou próteses móveis porosas sem correta higiene. A cárie, por sua vez, provoca mau hálito em estágios avançados (necrose de polpa, abscessos, etc.).

Nariz e Garganta
- Infecções na garganta, sinusites, rinites, abscessos, cálculos de amídalas ou câncer de faringe, podem provocar mau hálito. Além disso, problemas crônicos das vias respiratórias superiores com ou sem pus geram um gotejamento freqüente de um muco na base da língua que aumenta muito a quantidade da saburra, provocando o mau hálito.

Problemas Respiratórios
- Pacientes respiradores bucais tendem a ter um ressecamento grande da mucosa da boca, gerando excesso de descamação desta mucosa que se depositam sobre a língua e entram em decomposição aumentando o odor desagradável. Portanto pacientes que não conseguem respirar pelo nariz ou não tem boa oclusão dos dentes são propensos a halitose.

Pulmão
- Nesse caso, o que ocorre em geral é que as substâncias voláteis ingeridas nos alimentos tipo, cebola, alho, em medicamentos, ou ainda, em bebidas alcoólicas, vão para o sangue e são eliminadas no momento da troca nos alvéolos de gás carbônico por oxigênio e esse tipo de halitose é passageira.

Estômago
- Ao contrário do que se acreditava antigamente, o mau hálito não é proveniente do estômago, com exceção do caso de eructações gástricas (arroto), refluxo gastro-esofágico (vômito) ou em casos avançados de alguns tipos de câncer.

O que pode ocorrer também é que pacientes que se submetam a dietas rigorosas, sofram uma hipoglicemia, que provoca uma quebra metabólica de proteínas e gordura, causando o mau hálito e que pode desaparecer com a ingestão de alimentos não aromáticos(1 colher de chá de mel), esse tipo de halitose se observa, também, em casos de profissionais que por excesso de trabalho fazem um intervalo muito longo entre as refeições.

Intestino
- Quando o bolo alimentar em estado de putrefação devido à ação dos microorganismos demora de ser eliminado (prisão de ventre), o paciente leva os gases, através do sangue, para o fígado e daí para o pulmão, onde é expelido em forma de hálito fétido e é chamado de hálito fecal.
Doenças Sistêmicas - Insuficiência hepática, tuberculose, insuficiência renal, cirrose, escorbuto, etc são fatores que podem levar a halitose.


Problemas Psicológicos
- Existe uma halitose onde o paciente afirma ser portador desse problema, mas não tem de fato. Nesse caso é indispensável o uso de um medidor de hálito (o portátil BreathAlert® ou o profissional Halímeter®) que mede em ppb (parte por bilhão) os compostos sulfurados voláteis produzidos pelas bactérias anaeróbias na placa bacteriana lingual, detectando assim a presença do enxofre no hálito.

Algumas outras causas do Mau Hálito são:

- Higiene bucal inadequada, acúmulo de placa bacteriana (escovação dos dentes e da língua e fio dental);

- Xerostomia (“boca seca” – causada por alguns medicamentos, distúrbios na secreção salivar ou durante o sono);

- Tabaco e bebidas alcoólicas;

- Doenças Sistêmicas (como por exemplo: doenças respiratórias, diabetes, e câncer);

- Nutrição (baixa ingestão de fibras ou ingestão excessiva de alho, cebola, etc.).

Portanto, existem algumas atitudes que podem evitar ou diminuir a halitose:

- Escove seus dentes, língua, céu da boca, gengivas, parte internas dos lábios e bochechas três vezes ao dia e antes de dormir também passe o fio dental (Dúvidas como higienizar estas regiões? Entre em contato conosco, teremos o maior prazer em orientá-lo.);

- Evite alimentos que causem mau hálito;

- Se você usa próteses removíveis (dentadura, por exemplo) remova-a para higienizar toda a mucosa e língua, bem como escovar a prótese (repita este procedimento ao acordar, durante o dia e antes de dormir)

- Visite o dentista periodicamente para ser feita profilaxia (limpeza profissional) e um bom exame de manutenção.

Se o mau hálito persistir mesmo após uma boa escovação e o uso do fio dental, consulte o dentista, já que isso pode ser a indicação da existência de um problema mais sério. Só o dentista poderá dizer se você tem gengivite, boca seca ou excesso de placa bacteriana, que são as prováveis causas do mau hálito.


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22. Boca Seca (Xerostomia)

A Xerostomia, mais conhecida como “Boca Seca” é uma situação em que não há saliva o suficiente para manter a boca úmida.

Pode acontecer de maneira esporádica (as vezes somente), especialmente quando a pessoa está apreensiva, ou sob estresse.

Entretanto, pode acontecer de maneira constante, na maioria do tempo, o que gera um grande desconforto e uma série de problemas. E também pode indicar a existência de alguma doença mais grave.

A saliva faz mais do que simplesmente manter a boca úmida. Ela ajuda a digerir os alimentos, protege os dentes das cáries, previne infecções ao controlar as bactérias da boca e torna possível a mastigação e a deglutição.

Há várias razões que levam as glândulas salivares (que produzem saliva) a não funcionarem adequadamente gerando a “boca seca”, como:

- Uso de medicamentos (efeitos colaterais): alguns remédios podem causar boca seca, como: anti-histamínicos, descongestionantes, analgésicos, diuréticos e remédios para pressão alta e depressão;

- Doenças: que afetam as glândulas salivares, tais como diabetes, doença de Hodgkins, mal de Parkinsons, HIV/AIDS e síndrome de Sjögren;

- Radioterapia (tratamento para o câncer): As glândulas salivares podem ser danificadas se a cabeça ou pescoço forem expostos à radiação. A perda da saliva pode ser total ou parcial, permanente ou temporária.

- Quimioterapia (tratamento par ao câncer): as drogas utilizadas podem tornar a saliva mais espessa, ou mais viscosa, causando a sensação de secura na boca.

- Menopausa: Alterações hormonais, durante e após a menopausa, afetam as glândulas salivares, deixando as mulheres com uma sensação constante de secura na boca.

- Fumo: fumantes de cachimbo, charuto e cigarro apresentam boca seca na maioria das vezes.

Veja os principais sintomas de “boca seca”:
- Sensação de secura e pegajosidade na boca;
- Dificuldade de deglutição (engolir);
- Sensação de queimação na língua;
- Sensação de secura na garganta;
- Lábios rachados;
- Paladar reduzido ou um gosto metálico na boca;
- Feridas na boca;
- Mau hálito freqüente;
- Dificuldade de mastigar e falar.

Caso você apresente algum destes sintomas, ou desconfie que esteja com a boca seca, consulte o dentista para que seja feito o correto diagnóstico, assim, descobrindo a causa do problema institui-se o tratamento. As diferentes causas da xerostomia (”boca seca”) determinam diferentes tratamentos para a mesma.

Se a causa da boca estar seca não puder ser eliminada, a umidade da boca poderá ser substituída de diversas maneiras, como: hidratantes bucais, como substitutos de saliva; enxagüatórios com soluções bucais especialmente formuladas para diminuir a secura também podem aliviar o problema.


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23. Aftas

A Afta (Estomatite Aftóide Recorrente) é uma enfermidade da mucosa bucal muito comum. Caracteriza-se por úlceras (“feridas”) branco-amareladas de contorno avermelhado, podendo ser múltiplas ou solitárias.
Formam mais comumente sobre as mucosas no interior do lábio ou da bochecha, sobre a língua ou o céu da boca e raramente na garganta.
As causas do desenvolvimento das Aftas ainda são desconhecidas, embora haja evidências de auto-imunidade. Podem estar associadas a alterações genitais (menstruação) e de outros órgãos. Em muitos casos ocorre a nítida associação com o estresse emocional ou com a ingestão de alguns alimentos.

Raramente são observadas em fumantes que, pela ação irritativa do fumo e da temperatura do cigarro, têm uma mucosa mais espessa e resistente.

As lesões de aftas manifestam-se em número e intensidades variadas. Podem ser lesões de aftas minor, que são pequenas e superficiais, que em média duram 10 dias aproximadamente e não deixam cicatrizes, geralmente os sinais e sintomas mais freqüentes são: ardência, dor e vermelhidão da mucosa. Já as aftas major (maiores), apesar de menos comuns, podem demorar até um mês para regredir e deixam cicatrizes, sendo a dor muito mais intensa.
As aftas podem também apresentar-se em agrupamentos de lesões, daí chamadas de afta herpetiforme.

Dado que se trata de um problema freqüente que geralmente não apresenta complicações, mas que incomoda, muitas pessoas optam por deixar que o processo siga seu curso normal utilizando paliativos para aliviar a dor. Consulte o dentista quando as aftas aparecerem após tomar algum medicamento, ou se não desaparecem após 14 dias, ou ainda se forem muito dolorosas e recorrentes.

O tratamento depende da intensidade da(s) Afta(s). Medicações de uso sistêmico são eficazes, entretanto como desenvolvem efeitos colaterais indesejáveis, são utilizadas apenas em casos mais severos.
Geralmente, os casos mais brandos são tratados com aplicação tópica de anti-sépticos, antiinflamatórios, anestésicos ou protetores de mucosa.

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24. Herpes Bucal

O Herpes Simples ou Herpes Labial é uma infecção causada pelo Herpes simplex vírus, sendo altamente contagiosa. A forma genital também pode estar presente na região bucal.

O primeiro contato com o vírus geralmente se dá na infância, e nem sempre a doença se manifesta nessa época. Uma vez que a pessoa foi infectada, o vírus permanece no corpo, causando, de tempos em tempos, ataques recorrentes.
Algumas pessoas têm maior suscetibilidade a apresentar os sintomas do herpes, em outras, porém mesmo que tenham tido contato com o vírus, podem nunca manifestar a doença.

A reativação do vírus, desencadeando os “ataques”, acontece geralmente por alguns fatores, como: baixa da resistência imunológica, febre, exposição excessiva ao sol e/ou calor, estresse emocional ou fadiga física e/ou mental.

Sinais e sintomas:
Uma vez reativado, o herpes apresenta-se inicialmente havendo coceira e ardência no local aonde surgirão as lesões, depois forma-se pequenas vesículas (bolhas) agrupadas sobre uma região inchada e avermelhada.
Estas bolhas rompem-se, liberando um líquido, formando uma ferida. Nessa fase, aonde o líquido foi liberado, é onde há maior perigo de transmissão da doença.

Após isso, a ferida começa a secar, formando uma crosta, aonde iniciar-se-á a cicatrização.

O ciclo da doença varia entre 5 a 10 dias.

Herpes em fase de Vesículas | Herpes em fase de Crosta.


Cuidados:
- Ao começar os primeiros sintomas, o tratamento deve ser iniciado, assim a intensidade e a duração do “surto” serão menores.

- Quando as vesículas (bolhas) aparecerem, não as fure ou estoure.

- Quando estiver com as lesões de herpes ativas, evite beijar ou falar com as pessoas muito de perto, principalmente com crianças.

- Após manipular as feridas (ao passar a medicação, por exemplo) lave sempre bem as mãos, pois a infecção pode ser transmitida para outras regiões do seu próprio corpo, ou até mesmo pra outras pessoas.

- Com as lesões ativas, evite relações sexuais (contato com as regiões genitais).

- Procure sempre evitar as situações desencadeantes do “surto”. Estresse, exposição ao sol e calor, etc.

Consulte sempre o dentista ou um médico dermatologista para o tratamento do herpes. Estes são os profissionais capacitados para determinar a melhor medicação para cada caso, podendo ela ser de uso local (cremes ou soluções) ou de uso sistêmico (via oral, na forma de comprimidos).


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25. Candidíase

A candidíase (ou sapinho) é uma infecção fúngica causada pela Candida Albicans. Toda a população apresenta pequenas quantidades deste fungo na cavidade oral.

Em pessoas saudáveis o sistema imune desencadeia uma prevenção sobre os fungos evitando assim o surgimento da patologia.
Apresenta-se geralmente com coloração esbranquiçada, amarelada ou avermelhada nas superfícies úmidas da boca, podendo provocar ardência, boca seca (xerostomia), diminuição do paladar.

Atrito, calor e umidade facilitam o desenvolvimento do fungo já existente nas mucosas ou pele. O contacto com secreções originadas na boca.
Os tecidos situados sob a mancha podem ficar muito doloridos. A candidíase é comum em pessoas que usam dentaduras, em recém nascidos, e também em pessoas debilitadas por alguma doença e cujo sistema imunológico não funcione de maneira adequada como por exemplo, a AIDS.

Também são susceptíveis pessoas que se queixam de boca seca que acabaram de fazer, ou estão fazendo tratamento com algumas drogas (antibióticos, esteróides e anticoncepcionais orais) que podem alterar a flora oral, gerando a proliferação da Cândida.

Outros fatores podem estimular o seu crescimento: diabetes, gravidez, deficiência de vitamina B12 e antialérgicos, entre outros.

Cuidados:

– Se for o caso, limpe as próteses removíveis (dentaduras) adequadamente (escovação e mergulhe em solução de hipoclorito de sódio e água);

– Se a causa for um antibiótico ou um anticoncepcional oral, a redução da dose ou a mudança do tratamento podem ajudar;

– Em caso de “boca seca”, produtos que substituem a saliva deixam a boca mais úmida.

– boa higiene bucal é essencial;

– Quando a causa principal é inevitável ou incurável, medicamentos contra fungos podem ser usados, para tanto consulte o dentista ou um médico dermatologista.


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26. Sensibilidade Dentária

Existem situações que, mesmo sem cáries, os dentes ficam extremamente sensíveis, principalmente ao gelado, seja ele o próprio ar ou líquidos, ou também ao doce.

Esta situação ocorre quando há a exposição da(s) raiz(es) do(s) dente(s) na região cervical, também chamada colo do dente (bem próximo ao tecido gengival) ao meio bucal. É decorrida da recessão “retração” gengival.

A exposição radicular pode ocorrer por várias causas, entre elas:

- Escovação traumática (muita força ao escovar);
- Após tratamento ortodôntico;
- Trauma oclusal (quando os dentes “mordem” com mais intensidade do que deveriam, por exemplo, quando uma restauração fica “alta” por muito tempo);
- Problemas periodontais (gengivais);
- Após alguns procedimentos odontológicos (cirurgias e próteses).

A sensibilidade dolorosa ocorre porque as raízes dos dentes não estão cobertas pelo esmalte dentário (que é um dos tecidos mais duros do organismo).

As raízes são envolvidas por um tecido chamado “cemento” que, além de ser muito fino, também é pouco mineralizado, quando as raízes são exposa ao meio bucal, através da “retração” gengival, a escovação desgasta esta camada rapidamente, expondo outro tecido dentário, chamado dentina.

A dentina é um tecido mineralizado também, que possui em toda a sua estrutura micro-túbulos (de tamanho microscópico) que levam da superfície da raiz até o centro do dente, permitindo assim um contato quase que direto do meio bucal externo (superfície da raiz) com o centro do dente aonde se localiza a polpa dental (“nervo” do dente).

Sendo assim, quando um estímulo (frio, gelado,doce, quente, ácido ou até mesmo as cerdas da escova) são colocados da superfície da raiz, o “nervo” do dente, através destes micro-túbulos é sensibilizado, gerando a dor.

Para tratar de dentes sensíveis é necessário que o dentista examine com critério, qual a causa da sensibilidade dolorosa. Após um exame apurado, descartando outras situações, como por exemplo, as cáries o dentista poderá instituir o tratamento mais adequado.

O tratamento pode variar entre: aplicações de flúor ou outros dessensibilizantes nas regiões afetadas, prescrição de soluções para bochechos ou cremes dentais para dentes sensíveis, aplicações de LASER, restaurações das raízes, até pequenas cirurgias gengivais.


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27. Bruxismo

Bruxismo é o ato de ranger os dentes, que afeta crianças e adultos. Não é propriamente dito uma doença, mas principalmente uma manifestação de que algo não está bem no organismo.
O bruxismo pode levar a conseqüências graves:
- Para os dentes, podendo ocorrer desgastes e fraturas dos mesmos
- Para a estrutura óssea em torno dos dentes
- Também para a articulação da boca, a ATM (Articulação Têmporo-Mandibular), quando provoca tensões na região e em casos mais severos, “deteriorações” da articulação.
Os problemas na articulação (ATM) podem provocar enxaquecas, problemas ao nível dos ouvidos, dores miofaciais (na musculatura da face) e no pescoço, entre outros.
O bruxismo normalmente é um indício de que a pessoa está sujeita a pressão emocional ou física intensa.
Para muitas pessoas, o bruxismo é um hábito inconsciente. Algumas vezes estas pessoas não percebem que estão rangendo os dentes. Geralmente os cônjuges ou familiares da pessoa é que notam o barulho do rangido dos dentes do indivíduo.

Algumas pessoas, que fazem um exame dental rotineiro, descobrem através do dentista que seus dentes estão desgastados ou o esmalte de seu dente está rachado.

Ao contrário do que se pensa o dentista não trata das causas do bruxismo individualmente, a odontologia trata dos efeitos que o bruxismo gera na boca e regiões faciais.

O tratamento das causas deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar de médicos, fisioterapeutas, psicólogos e inclusive o dentista.

O tratamento odontológico para a pessoa com bruxismo depende do grau de severidade do problema. Podendo ser:
- Reduzir a "exposição" de um ou mais dentes para igualar sua mordida. Uma mordida anormal, no qual os dentes não se ajustam bem, também pode ser corrigida com restaurações, coroas ou ortodontia;
- Instalação de dispositivos inter-oclusais (“placas de bruxismo”);
- Em casos mais severos aonde os dentes foram desgastados ou até mesmo destruídos, recuperando o espaço de mordida perdida e, restaurando os dentes através de próteses fixas ou móveis.

É importante lembrar que estes tratamentos odontológicos não curam o bruxismo, o dentista trata dos malefícios que o bruxismo gerou na boca.

Outra opção é encontrar meios de relaxamento para aliviar a tensão cotidiana. Tais como: ouvir música, praticar esportes, praticar yoga, ler um livro, etc. Terapia e acompanhamento profissional para controle do estresse também é muito importante.

Dispositivo Inter-Oclusal (“Placa de Bruxismo”)

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28. Dentes do Siso (3os Molares)
Dentes do siso (3os molares) são 4 dentes, os últimos molares de cada lado das arcadas dentárias, sendo 2 superiores e 2 inferiores. Sào também os últimos dentes a “nascer”, geralmente entre os 16 e 20 anos de idade.

Como são os últimos dentes a eruptar (aparecer), geralmente não há espaço suficiente na boca para acomodá-los. Logo, eles podem “nascer” parcialmente na boca, estes são os sisos semi-inclusos ou também eles podem ficar totalmente dentro da gengiva ou do osso, esses são os dentes do siso inclusos.
Entretanto nem todas as pessoas possuem os sisos, podendo acontecer a agenesia (não formação destes dentes). Os 4 dentes do siso podem não formar, ou ainda apenas alguns não formarem.
Outra situação menos freqüente, porém não rara é que os dentes do siso “nasçam” e que as arcadas comportem o tamanho de todos os dentes, inclusive dos 3os molares.
Atenção! O fato dos dentes do siso não aparecerem na boca não quer dizer que a pessoa não os possua, estes dentes podem estar embaixo do tecido gengival ou do osso.
É de fundamental importância consultar o dentista periodicamente e, pelo menos uma vez, realizar uma radiografia panorâmica de todos os dentes da boca.
No exame clínico visual e de palpação o dentista poderá certificar-se se os sisos “nasceram” ou se estão para “nascer”. Mesmo assim a radiografia panorâmica é que vai mostrar realmente a presença ou não destes dentes.
Caso eles estejam presentes, no rx o dentista verifica: a real posição dos dentes (inclinações e profundidade), tamanho e formato das raízes e da coroa, bem como as regiões adjacentes aos dentes (tecido ósseo, feixes vásculo-nervosos, entre outros).

Algumas posições possíveis de dentes do siso inclusos e semi-inclusos.

Ao consultar o dentista ele poderá determinar se há a necessidade ou não da remoção destes dentes. Alguns fatores que são levados em consideração:
- Se a pessoa consegue higienizar os sisos de maneira eficiente (muitas indicações das extrações dos sisos são devidas a dificuldade que a pessoa tem de higienizar estas regiões, pela própria posição desfavorável destes dentes);
- Se estes dentes já apresentam ou estão gerando problemas bucais como as cáries, doenças gengivais, perdas ósseas ou até mesmo reabsorções dos dentes vizinhos;
- Se a pessoa apresenta dores idiopáticas (dores na face, cabeça e pescoço de origem desconhecida);
- Se para um tratamento ortodôntico eficaz, o dentista precise de espaço nas arcadas para um correto alinhamento dos dentes;
- Se radiograficamente for constatado o crescimento (proliferação) de algum tecido suspeito;

Caso seja necessária a extração destes dentes, não se desespere!

Na odontologia moderna, utilizamos técnicas anestésicas seguras, medicações prévias e pós-cirúrgicas, bem como técnicas cirúrgicas mais delicadas, a fim de proporcionar o maior conforto possível ao paciente.


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